• Fabi Dias

Financiamento imobiliário: boa opção para quem deseja ter sua casa própria

Ter a casa própria é o sonho da grande maioria das pessoas. Mas quanto custa esse sonho? Como é possível alcançá-lo?


Uma boa alternativa para quem não tem dinheiro para pagar à vista, é fazer o financiamento residencial. Afinal, é um investimento em um imóvel que será seu, já que pagar o aluguel não agrega nada para alcançar este sonho. Inclusive, ao fazer as contas, se chega à conclusão que o valor que se paga no aluguel é muitas vezes, bem próximo ao que se pagaria no financiamento de um imóvel.



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Mas antes de fazer um financiamento residencial, seja para obter empréstimo para comprar, reformar, ampliar ou construir seu imóvel é importante fazer cálculos e levar em conta diversos aspectos.


O primeiro deles é fazer a escolha certa do banco (cada um tem taxas e condições de pagamentos diferentes) que fará o financiamento, as melhores formas de pagamento e a rapidez com que você poderá saldar a dívida. Essa análise é muito importante, porque você passará um bom tempo pagando parcelas.


É muito importante pesquisar, não aceite a primeira opção que for apresentada, procure diferentes bancos para fazer a avaliação para definir quais são as ofertas mais vantajosas e escolher o financiamento que tenha a melhor taxa de juros, melhor sistema de amortização e reajuste.


A princípio, toda pessoa que comprovar que tenha uma renda constante, alta ou baixa, estará habilitada a fazer um empréstimo. Os documentos necessários para fazer o financiamento imobiliário caso o crédito seja aprovado serão basicamente, a carteira de identidade, certidão de nascimento ou de casamento, cópia da carteira de trabalho, comprovante de renda dos últimos três meses se você for assalariado, declaração do Imposto de Renda e/ou declaração do contador, certidão forense e federal para comprovar se existem processos criminais ou judiciais e CPF.


Se você for autônomo ou trabalhador informal, comprove a sua renda através da sua declaração de renda por meio do contrato de prestação de serviços e também através da declaração do imposto de renda ou se preferir, abra sua empresa como MEI.

O comprovante de renda vai indicar a capacidade para o pagamento das prestações e o valor dela não deve ser maior do que 30% da renda familiar bruta. Uma análise cadastral também será feita para verificar o seu nome no Serasa e SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).


Prestações

O tempo de pagamento varia conforme a renda de cada um, mas em alguns bancos este tempo pode ser de até 30 anos, ou seja, é possível dividir o valor em até 360 meses. Os juros acabam interferindo na quantidade maior de parcelas, deixando o valor total muito maior.


O tempo de aprovação do financiamento residencial varia de banco para banco, mas caso a documentação esteja em ordem, o financiamento pode ser liberado em 15 dias em processos mais ágeis e em até três meses em processos mais demorados.


O Banco Central do Brasil estabelece algumas regras e restrições em relação aos financiamentos, como ter a idade mínima de 21 anos para fazer a solicitação e a idade máxima para que se acabe com 75 anos.


Após se submeter à análise de crédito para o financiamento, o banco fará a avaliação do imóvel para confirmar o valor a ser financiado junto a uma empresa especializada, engenheiro ou arquiteto. Em seguida, o banco irá preparar o contrato que será registrado em cartório e levado para a agência bancária. E finalmente, o valor de crédito será liberado, o vendedor será pago e o comprador poderá começar a pagar as prestações mensais para quitar a sua dívida com o banco.


É também importante que você contrate um arquiteto ou engenheiro para o desenvolvimento do projeto de acordo com a verba liberada e também para preparar documentações tais como planilhas orçamentárias e cronograma de execução de obras.


Tipos de Financiamentos

Atualmente, é mais comum que a compra de um imóvel seja feita por meio de bancos, que oferecem o financiamento para o pagamento. Desta maneira, o banco é quem paga o valor do seu imóvel ao vendedor e você paga a sua dívida ao banco através de prestações mensais. Durante este período, o imóvel pertence à pessoa que fez a compra, mas não pode ser negociado até o momento em que a dívida com o banco seja quitada.

Outras maneiras de financiamento são a utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Há ainda a opção de financiamento direto com a construtora.


O que utiliza recursos do FGTS faz parte do Sistema Financeiro de Habilitação (SFH). O valor do imóvel e do financiamento possui limites que variam periodicamente e só podem participar deste processo pessoas que possuem uma renda familiar máxima e que varia de acordo com cada região do Brasil. As taxas de juros são geralmente baixas e possuem um limite. No SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), não há limite de renda.


Além disso, quando o valor do imóvel financiado está nos limites do SFH, as taxas de juros não podem ser superiores a 12% ao ano. Quando o financiamento é realizado pelo SBPE, mas fora dos limites do SFH, essas taxas de juros podem ser maiores que 12%.


O financiamento direto pela construtora pode oferecer maior flexibilidade de negociação porque não há limites sobre os valores financiados, renda ou taxa de juros. Mas por outro lado, oferecem muito mais riscos. Se escolher esta opção pesquise bem sobre a credibilidade da construtora e procure saber se ela tem alguma irregularidade com a justiça.

Todo cuidado é pouco, pesquise, planeje, avalie muito bem antes de realizar o financiamento. Agindo com cautela, você terá muito mais tranquilidade, menos dor de cabeça e motivos para comemorar a aquisição da sua casa.





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